
O ETT nasceu de uma frustração: ler papers em inglês, falar em português
Por que um engenheiro de dados acabou construindo um app de inglês com IA — e por que a combinação 'dados + inglês' faz mais sentido do que parece.
A maior parte dos engenheiros de dados sêniores no Brasil tem o mesmo problema: lê inglês com fluência, fala inglês com gagueira. Você consegue ler o paper do Iceberg, entende a tese do Delta Lake, segue uma keynote do Reynold Xin no YouTube em 1.5x. Mas se o seu time global te chama pra apresentar um findings de migração em call com 12 pessoas, você prepara slide, decora frase, e ainda assim chega no microfone e congela.
Esse é o inglês travado. E é injusto — porque o problema não é cognitivo, é de prática.
A frustração que virou produto
Eu vivi isso por duas décadas. Representei a RD Station no Snowflake Summit em Las Vegas, liderei migração de 100TB com time multi-país, e mesmo assim já cheguei em conferência gringa, pedi "two coffee please" e a atendente respondeu "a coffee, sir, ou two coffees?" — não pelo idioma, mas pelo destravamento.
A maioria dos cursos de inglês não foi feita pra gente. Eles te ensinam vocabulário de aeroporto, gramática de redação, e simulam diálogo sobre o tempo. Você precisa falar sobre data partitioning strategy, cost optimization, RPO de pipeline crítico. Ninguém ensina isso.
Daí nasceu o English Talk Time (ETT).
Como funciona (e por que envolve ClickHouse)
ETT não é um curso. É um programa de aceleração — combina três coisas que cada uma sozinha não resolve:
- Encontros guiados toda semana (online segundas + presencial em Curitiba). Conversação pautada. Sempre gratuito.
- Rotina diária estruturada de 1h — vocabulário direcionado, séries, áudio, diário escrito. ~300h estruturadas, ~3.000 palavras-meta no caminho.
- 10 ferramentas inteligentes movidas por IA: FluenteLevel, SubtitleSeries, AudioBook, e companhia. Cada uma cobre uma lacuna específica que o sistema mapeia pra você.
Por que mapeia? Porque a gente trata cada aluno como um pipeline de dados. Toda interação vira evento em ClickHouse: quanto tempo você levou pra entender uma frase, quais palavras você repetiu errado, em que momento do dia seu desempenho cai. O sistema personaliza o conteúdo do dia seguinte com base nisso.
É o mesmo princípio que usamos em recomendação de e-commerce em 2010 — mas aplicado a inglês. Engenharia de dados serve pra mais coisa do que dashboard executivo.
A base por trás
ETT herda metodologia da Fórmula Fluente (365 mil alunos passaram por ela) e roda dentro do ecossistema do DSSBR & GU BigData. Quem vai aos eventos da Azuris e do nosso meetup encontra ETT — e quem entra no ETT entende por que tudo isso conversa.
Tem parcerias com:
- Cherry Top — imersão presencial
- Coders — carreira em tech
- BeeTools — ferramentas de produtividade
- +5 outros parceiros do nicho técnico
Para quem
Profissional de Tech / Dados / IA / BI / Cloud que entende inglês mas trava pra falar. Se você é dev iniciante querendo aprender o básico, tem cursos melhores. Se você é sênior que precisa apresentar arquitetura em call internacional, ETT é desenhado pra você.
Como participar
- 🎯 englishtalktime.com.br — cadastro
- Encontros gratuitos. Vagas limitadas porque é conversação real, não webinar de centena.
Você passou 10 anos lendo pyspark.sql.functions. Tá na hora de falar sobre isso sem suar frio.